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Europa com tarifas menores: o que os acordos Mercosul–UE e Mercosul–EFTA mudam para o café e para a indústria
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2026 abriu duas portas na Europa para quem exporta do Brasil.
Mercosul–União Europeia
O acordo começou a valer em 1º de maio de 2026, de forma provisória, enquanto os países concluem a ratificação. Cerca de 2,9 mil produtos tiveram tarifa zerada de imediato (a maioria industriais) e o restante cai aos poucos, em até 15 anos. No agro, açúcar, frango e soja estão entre os mais beneficiados. No café, o ganho está no torrado e no solúvel: o café verde já entrava na União Europeia sem imposto de importação, enquanto o torrado pagava 7,5% e o solúvel, 9%.
Mercosul–EFTA (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein)
Segundo o MDIC, o acordo vale para o Brasil a partir de 1º de outubro de 2026 com a Islândia e 1º de novembro com a Noruega; Suíça e Liechtenstein dependem de procedimentos internos. São cerca de 15 milhões de consumidores e PIB de US$ 1,4 trilhão, com algumas das maiores rendas per capita do mundo. O café torrado, que pagava 10% na Islândia e paga 7% na Suíça e em Liechtenstein, tem redução imediata na maior parte dos códigos assim que o acordo passa a valer em cada país. O MDIC lançou um painel com tarifas por produto e manuais sobre regras de origem.
O que isso significa para quem exporta e importa
Para usar a tarifa menor, o produto precisa cumprir a regra de origem e ter o certificado de origem certo. Na importação, o acordo também barateia máquinas e insumos europeus. A WW Trading ajuda a conferir se o produto se enquadra e cuida da documentação.
Fontes: MDIC; Correio Braziliense.
